I COLÓQUIO LOGOS-FIDEI

Não tem inscrição prévia. Durante cada mesa redonda será disponibilizado a lista de presença. Quem estiver presente em pelo menos 75% das mesas redondas, ou seja, quem participar de pelo menos 4 mesas redondas terá direito ao certificado de 20 horas.

As mesas redondas serão gravadas e depois disponibilizadas no canal do YouTube do Departamento de Filosofia da UERN CAICÓ.

Este será o primeiro evento do NEFHEM. Neste I COLÓQUIO LOGOS-FIDEI será um momento em que todos os pesquisadores e estudantes das quatro linhas de pesquisa do NEFHEM se encontrarão com pesquisadores de outras instituições para dialogar sobre suas pesquisas e leituras.

O NEFHEM tem , portanto, quatro linhas de pesquisas que congregam os interesses de seus quatro pesquisadores, juntamente com orientandos (as) e estudantes do curso de Filosofia da UERN – Campus Caicó, a saber:

1 Fenomenologia e Mística;

2 Fenomenologia e Ontologia Existencial: Kierkegaard, Gabriel Marcel, Heidegger;

3 Introdução à Filosofia e Filosofia do Ensino de Filosofia;

4 QUIASMA: Fenomenologia, Literatura, Filosofia da Libertação e Latino-americana.

O I COLÓQUIO LOGOS-FIDEI tem como proposta ser um evento em que estudantes e pesquisadores possam apresentar trabalhos em que pensem a articulação entre o Logos e a Fidei. Nessa articulação serão bem vindos trabalhos da filosofia, da teologia, da literatura, das ciências da religião, da psicologia, das artes. O importante é que os trabalhos tentem tematizar essa articulação a partir de um autor/obra em que o fenômeno – Logos-Fidei – seja desenhado, pintado, esculpido, pensado.

Preferimos adotar o termo, a palavra grega Logos e não a latina Ratio, como tradicionalmente se faz ao pensar essa articulação, para não reduzir a compreensão de racionalidade a uma ideia de Ratio como sinônimo de racionalidade lógico-demonstrativa, como certeza, como busca por fundamento último, como asseguramento prévio do cálculo. Esperamos que pensar essa articulação, superando o pensamento técnico, da técnica moderna, possa contribuir muito para ver o fenômeno in statu nascendi. Aqui o real, o sendo, resplandece e, em seu esplendor, capturado na superfície de seu devir, é pensado. Este pensar se faz festa e celebração, move e co-move o homem a pensar, dançar e se ajoelhar diante do sagrado.

A vida, porém, em todos os seus âmbitos, na ciência, na cotidianidade, impera o império da técnica, da ratio. Deus, aqui, na tradição da filosofia, da metafísica, é sempre compreendido a partir da ratio como causa sui. Nós nos movemos e pensamos a partir dessa conjuntura tradicional mesmo sem disso ter consciência. Escreve Heidegger em Ciência e pensamento do sentido publicado em Ensaios e conferências:

“Uma tal exposição poderia mostrar como, de há muito, as ciências se encaixam, de maneira sempre mais decidida e ao mesmo tempo cada vez menos perceptível, em todas as formas da vida moderna: na indústria, na economia, no ensino, na política, na guerra, na comunicação e publicidade de todo tipo. É importante conhecer esse enquadramento.”

Conhecer esse esquadramento, essa conjuntura da técnica moderna para buscar um pensamento do sentido que pense esses diversos âmbitos da vida liberto dessa bitola é perseguir o Logos e abrir-se para o Sagrado, para a Fidei.

Em Identidade e diferença, Heidegger escreve:

“Esta é a causa [a causação pela coisa (causa) mais originária (Ur-sache)] como causa sui. Assim soa o nome adequado para o Deus da filosofia. A este Deus não pode o homem nem rezar, nem sacrificar. Diante da causa sui, não pode o homem nem cair de joelhos por temor, nem pode diante deste Deus, tocar música e dançar. Tendo isto em conta, o pensamento a-teu, que se sente impelido a abandonar o Deus da filosofia, o Deus como causa sui, está talvez mais próximo do Deus divino. Aqui isto somente quer dizer: este pensamento está mais livre para ele, do que a onto-teo-lógica quereria reconhecer”.

As artes, a literatura, a poesia, a psicologia (quando não assume a bild da ciência positiva!), a pintura podem e capturam este fenômeno mais originário que a causa sui. Essas diversas áreas enquanto distintas perspectivas podem e devem capturar o fenômeno tornando visível essa articulação LOGOS-FIDEI.

PROGRAMAÇÃO

I COLÓQUIO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM FENOMENOLOGIA, HERMENÊUTICA E MÍSTICA (NEFHEM)

DGP/CNPQ/UERN

TEMA: LOGOS-FIDEI

16/12 – Quarta-feira

DESESPERO, FÉ, ESPERANÇA, LOGOS

TARDE

14h30 às 17h30

https://meet.google.com/pdf-ofkb-dfw

O Logos e a lógica do sentido em Deleuze

(Aldo Batista de Azevedo Júnior – Mestrando/UERN)

 A fé como caminho para tornar-se si-mesmo em “Os lírios do campo e as aves do céu” de Kierkegaard

(Carmélia Teixeira de Sousa – Mestranda/UFRN)

O homem cativo e o caminho da esperança na filosofia de Gabriel Marcel.

(Karla Janayna Mendes Cruz- Graduanda/UERN)

NOITE

19h às 22h

LOGOS-FIDEI: A ARTICULAÇÃO DE FILOSOFIA E O DIVINO

https://meet.google.com/jmq-imwy-maq

Sobre a escuta da oferta

(Prof. Dr. Ramon Bolívar Cavalcanti Germano – UEPB)

A fé da linguagem

(Prof. Dr. Eduardo da Silveira Campos – IPUB/UFRJ)

Filosofia como exercício de escuta e espera do inesperado

(Prof. Dr. Marcos Érico de Araújo Silva- UERN)

17/12 – Quinta-ferira

TARDE

14h30 às 17h30

https://meet.google.com/gyv-juzc-hqz

Mestre Eckhart e a mística do desprendimento

(Jarison Vicente Tintin – Granduando/UERN)

Deus como máximo absoluto no Livro I de “A douta ignorância” de Nicolau de Cusa

(Renan Araújo dos Santos Filho – Graduando/UERN)

Noite

19h às 22h

FILOSOFIA E MÍSTICA

https://meet.google.com/hpk-qfgy-wco

MEDIADOR: Prof. Dr. José Teixeira Neto – UERN

Observações sobre hermenêutica e transcendência

(Prof. Dr. Gustavo Silvano Batista – UFPI)

Clarice Lispector: filosofia, literatura e mística

(Prof. Dr. Cícero Cunha – UFS)

18/12 – Sexta-feira

NOITE

19h às 22h

FILOSOFIA NA AMÉRICA LATINA: “Beber em seu próprio poço”.

https://meet.google.com/rht-yvzs-neb

Proximidade e proxemia: superação do ego cogito como totalidade no romper do silêncio das vozes em libertação.

(Prof. Dr. José Francisco das Chagas Souza – UERN)

A fala silenciada como lugar da exterioridade: um olhar desde o oprimido

(Prof. Ms. Kledson Tiago – FCST)

A Filosofia latinoamericana como experiência de vida

(Prof. Dr. Roberto Rondon – UFPB)

Filosofia da Libertação e Luta por Reconhecimento: vozes conjuntas para superação das opressões.

(Prof. Ms. José Gilliard Santos da Silva – SEEC-RN/CDS)